Durante o século XV, para se divulgar alguma notícia ou informação, era necessário que a carta que a continha fosse lida por vários, que de posse da informação a passaria adiante pelo boca-a-boca. O ato de ler as cartas normalmente era público, e o conteúdo de cada uma, na sucessão de leituras servia a vários destinatários. Este sistema, porém, encontrou seu momento de disciplina. Os fuggers, poderosos financistas alemães, incumbiram seus agentes de enviar periódica e regularmente qualquer informação que tivessem. Deste modo, eles poderiam organizar todas as informações em um único texto que seria vendido. Surgiu então, a gazeta manuscrita.
O nome “gazeta” surgiu a partir de uma antiga moeda veneziana, cujo nome era usado para denominar o próprio produto que se comprava. As edições eram periódicas e escritas à pena, e distribuídas apenas para assinantes. Quanto maior o número de assinantes, mais copistas haviam para reproduzir o texto. O hábito de ler e comprar gazetas se tornou tão popular que acabou se espalhando por outras partes da Europa, como Itália, Alemanha e França entre outros países, e durou até o século XVIII.