Alexandre Wollner

Nascido em São Paulo, em 1928, Alexandre Wollner  já mostrava interesse ela arte desde pequeno. Começou seus estudos no Instituto de Arte Contemporânea, e esta garantiu-lhe a indicação a uma vaga na Escola Superior da Forma de Ulm, na Alemanha. Ulm, por sua vez, permitiu que Wollner participasse da criação da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro. Alexandre Wollner destaca-se ainda por ser autor de grandes logomarcas, como a da Klabin, Eucatex e do Itaú.

            Wollner foi aluno da primeira turma do Instituto de Arte Contemporânea do Masp, criado por Pietro Maria Bardi (com quem teve aulas, juntamente com Aldemir martins), Lina Bardi e Jacob Ruchti, em 1951. Wollner teve influências de muitos, como de Karl Gerstner , que 1959 fundou a agência de propaganda Gerstner + Kutter . Em 1962 a agência recebeu um novo membro, Paul Gredinger, tendo como novo nome GGK (Gerstner, Gredinger & Kutter). Quando realizou entre 1951 e 1954 pinturas geométricas, teve influências do passado, vindas de Albrecht Dürer. Recebeu ainda ajuda de Francesc Petit quando criou marcas como a do banco Itaú, por exemplo. No instituto teve cursos com Roberto Sambonet e conheceu Flávio Motta.

Por seus trabalhos neste instituto, recebeu uma bolsa de estudos na Alemanha, em Ulm, na famosa escola de design “Hochschule fur Gestaltung”, sucessora da Bauhaus (escola de design, artes plásticas e arquitetura que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha. A Bauhaus foi uma das primeiras escolas de design do mundo). Na escola de Ulm, teve contato com as idéias de Max Bill (designer gráfico, designer de produto, arquiteto, pintor, escultor, professor e teórico do design, cuja obra o coloca entre os mais importantes e influentes designers do século XX), assim como Geraldo de Barros. Em 1951 Wollner faz uma exposição para homenagear Max Bill. Ainda em Ulm, fez estágio no escritório de Otl Aicher , tendo participado da implantação dos projetos da Braun, Lufthansa e Herman Miller. Wollner atingiu seu auge no Brasil, juntamente com Paul Rand e Saul Steimberg nos Estados Unidos.

Mas foi na volta ao Brasil que, com Geraldo de Barros formou o Grupo Ruptura, formado inicialmente por Waldemar Cordeiro, Lothar Charoux, Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, Kazmer Féjer, Anatol Wladyslaw e Leopoldo Haar, artistas que achavam que era necessária uma nova forma de arte, que pensasse e agisse diretamente na sociedade contemporânea. Os artistas se reuniam regularmente para discutir os novos caminhos da arte, da arquitetura e do design (termo este que era novidade no Brasil). A idéia era organizar um projeto de reforma para a cultura brasileira. Assim, não existiria nome mais significativo do que Grupo Ruptura.

Diga suas palavras